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Café da manhã como ritual pode trazer pontos positivos, nutricionais e mentais

Quando a gente iria imaginar que as manhãs não seriam mais regadas de correria, pouca comida, cabelo molhado do banho recém-tomado (às pressas, aliás) e scrolls infinitos nas redes sociais? Pois é, esse cenário caótico vem se ressignificando nos últimos tempos. Antes da pandemia, a tendência de brunch all day já invadia as grandes capitais brasileiras, com restaurantes especializados em café da manhã. Agora, ele ganhou novo status na rotina #emcasa. E, então, você já é do time que dá atenção à primeira refeição do dia e a entende também como uma forma de autocuidado?

Tornar o café da manhã em um ritual pode trazer pontos positivos, nutricionais e mentais (Foto: Getty Images)Salvar

“É tudo uma questão de prioridade. Se você optar por focar nessa pausa pela manhã, automaticamente precisará programar o seu jantar no dia anterior, o horário que se deita, que levanta… É uma forma de planejar a vida por completo”, diz Flávia Teixeira, psicóloga mestre em saúde coletiva UFRJ e especialista em transtornos alimentares da USP. Ela aponta que transformar o momento em uma espécie de ritual diário também traz inúmeros benefícios: melhora na digestão, redução do estresse e da ansiedade, desenvolvimento da autocompaixão e, claro, bem-estar.

Para Carla Candace, comunicadora social e dona do perfil Veggie sem Grana (@carla.candace), a pandemia mudou totalmente a percepção que ela tinha da refeição. “Foi um excelente momento para colocar esse cuidado em prática, porque as manhãs se tornaram mais especiais. Antes, na maioria das vezes, eu comia muito à noite e sempre acordava enjoada e sem fome. Ficar mais em casa me fez ter mais cautela na forma como eu tratava o meu café da manhã.”

Atenção plena

Acai bowl topped with bananas, blueberries, strawberries, granola, and chia seeds (Foto: Getty Images)

“Ficar respondendo mensagens enquanto prepara a comida ou cumprir qualquer função multitarefa, traz a falsa sensação de sucesso. Mas, no fim do dia, o esgotamento é certeiro”, diz Luiza Bittencourt, instrutora de mindfulness pela MTI (Mindfulness Trainings International). “A gente nem curte a comida nem presta tanta atenção assim no celular. Daí, fica tudo pela metade.”

Ok, não queremos que você tome o seu café da manhã de olhos fechados e ouvindo um mantra – mas se quiser, tudo bem! É que o mindfulness eating fala sobre abandonar o piloto automático e dar atenção ao que se come. “Entender os sinais do corpo, da fome, da saciedade… Quando a gente faz essa reconexão, a gente entende o ‘comer emocional’”, explica Luiza. Como fazer isso no dia a dia? Foco total no ato. Sentir o cheiro e perceber o sabor real dos alimentos, por exemplo, é fundamental. “Tudo o que a gente faz com presença já é uma grande meditação”, afirma a instrutora.

Carla Candace é um exemplo disso na prática, e mostra como esse novo hábito só tem consequências boas: “A gente sabe que a presença total é importante em qualquer coisa que a gente faça, na alimentação não seria diferente. Então, o café da manhã é a refeição que mais coloco essa atenção especial. Inclusive, gosto de acordar mais cedo para dar foco a ele. Preparo tudo com calma e, geralmente, sento na varanda de casa para desfrutar disso, o que muda o meu dia”.

Bem nutrida

“Tudo o que a gente faz com presença é uma meditação” (Foto: Getty Images)
“Tudo o que a gente faz com presença é uma meditação” (Foto: Getty Images)

Do ponto de vista nutricional, um bom café da manhã precisa ter pelo menos um ingrediente dos grupos de macronutrientes: carboidratos, proteínas e lipídios. “Na dieta ocidental, dentro dos carboidratos, os mais comuns são os farináceos, as frutas, os grãos e também a mandioca, na tapioca, e o milho, no cuscuz”, ensina Patrícia Cavalcante, médica nutróloga. Ela ainda ressalta que o maior erro dos brasileiros é ignorar a proteína, que justamente cumpre a função de maior saciedade, e pode ser encontrada em ovos, queijos, patês ou tofu, por exemplo.

Dentro dos lipídios, é interessante apostar em abacate, leite de coco ou alguma castanha (se já não tiver o ovo, que possui tanto proteína quanto gordura). A nutricionista ainda reforça que, além da importância de uma primeira refeição do dia com uma boa variedade, também existe o lado funcional. “Se nós começarmos o dia ingerindo algum composto com ação antioxidante, como o chá preto ou o verde, já sinalizaremos para o nosso corpo que essa ação precisa ser feita.”

A cereja do bolo? Bem, não é só cereja. “As frutas são as estrelas nas minhas manhãs. Apostar em diferentes opções, misturando com sementes, me fez aprender a ter uma refeição mais leve e saudável. E isso melhorou muito o funcionamento do meu organismo”, afirma Carla. Hummm… Não vemos a hora de amanhã de manhã!

Bem nutrida

“Tudo o que a gente faz com presença é uma meditação” (Foto: Getty Images)
“Tudo o que a gente faz com presença é uma meditação” (Foto: Getty Images)

Do ponto de vista nutricional, um bom café da manhã precisa ter pelo menos um ingrediente dos grupos de macronutrientes: carboidratos, proteínas e lipídios. “Na dieta ocidental, dentro dos carboidratos, os mais comuns são os farináceos, as frutas, os grãos e também a mandioca, na tapioca, e o milho, no cuscuz”, ensina Patrícia Cavalcante, médica nutróloga. Ela ainda ressalta que o maior erro dos brasileiros é ignorar a proteína, que justamente cumpre a função de maior saciedade, e pode ser encontrada em ovos, queijos, patês ou tofu, por exemplo.

Dentro dos lipídios, é interessante apostar em abacate, leite de coco ou alguma castanha (se já não tiver o ovo, que possui tanto proteína quanto gordura). A nutricionista ainda reforça que, além da importância de uma primeira refeição do dia com uma boa variedade, também existe o lado funcional. “Se nós começarmos o dia ingerindo algum composto com ação antioxidante, como o chá preto ou o verde, já sinalizaremos para o nosso corpo que essa ação precisa ser feita.”

A cereja do bolo? Bem, não é só cereja. “As frutas são as estrelas nas minhas manhãs. Apostar em diferentes opções, misturando com sementes, me fez aprender a ter uma refeição mais leve e saudável. E isso melhorou muito o funcionamento do meu organismo”, afirma Carla. Hummm… Não vemos a hora de amanhã de manhã!

Fonte: Revista Glamour